Caça à índia via satélite
Mariana Guedes
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Há dez anos, a pequena Eunice Baía não escutou quando o diretor a chamou para começar o teste de elenco de “Tainá”. Mas a espera valeu a pena. No momento em que a paraense de sete anos olhou para a câmera, a equipe tinha certeza de que ela era a ideal para a personagem da jovem índia. Quem recorda o fato é o produtor da equipe, Pedro Rovai, que novamente busca uma menina para estrelar o terceiro longa. A caça à protagonista do novo “Tainá”, no entanto, vai usar de uma ferramenta até então inusitada. “Achei fantástico o trabalho de ensino a distância da Seduc. Antes, ter que viajar para a região Norte em busca de uma ‘Tainá’ era uma verdadeira epopéia”, afirma o produtor. Na prática, será produzido um vídeo de cerca de três minutos, anunciando que a equipe está em busca de uma menina nos mesmos moldes da protagonista anterior. Este vídeo, completa Rovai, será transmitido nas aulas multimídias para os 42 municípios do Estado que fazem parte do projeto da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), implantado no ano passado. “É a primeira vez na história do cinema que descobriremos uma atriz por meio de um projeto de educação a distância”, salienta Pedro. Uma vez escolhida a protagonista, a idéia é dar início às filmagens para que o longa seja lançado no início do próximo ano. “Provavelmente em julho, serão feitas as filmagens, aproveitando que é o período em que o Rio Negro está cheio”, afirma o produtor. QUALIDADES Atualmente, 10 mil alunos, em idade adulta, são beneficiados com o ensino a distância da Seduc. São estas pessoas, segundo a equipe de produção, a possível ponte para a descoberta da nova Tainá. No vídeo/mensagem, os que acharem conhecer a Tainá ideal deverão entregar uma foto ao professor da escola que encaminhará à equipe de produção. “No primeiro filme, analisamos 3,5 mil meninas antes de decidir pela Eunice Baía. Desta vez, será um trabalho de mineração, um verdadeiro mutirão”, compara Pedro. As qualidades decisivas para a escolha da menina, que na terceira edição volta pequena, envolvem naturalidade. “O principal elemento é que ela tenha brilho cinematográfico. Não importa apenas a beleza, ser fotogênica é fundamental. Se ela tiver algo, mesmo que seja tímida, é o que realmente importa”, opina Pedro Rovai. Além de abrir a primeira edição do Festival de Cinema de Aventura do Estado, “Tainá” também já participou de diversos eventos nacionais e internacionais. |
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